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Luciana Hidalgo


Como ser solteiro no Rio de Janeiro, de Rosane Svartman, é o que se espera de um filme com esse título. Solar, leve, engraçado, daqueles que fazem o espectador tomar um chope gelado no boteco mais próximo e dormir bem. É a cara do Rio, claro. Tem Arpoador, Corcovado, Pão de Açúcar, feira livre, meninas assando ao sol e meninos atrás de meninas. É a velha, e bem temperada, história do Claudio-que-ama-Monica-amiga-de-Julia-que-ama-Ricardo-que-não-ama-ninguém.

No centro da história, Ricardo (Heitor Martinez Mello) é o solteirão convicto, tipo canalhão, que tem uma matriz e muitas filiais. É o típico carioca da praia, vive malhando e se aperfeiçoando na arte do flerte. Mas há sempre um amigo por perto, apaixonado, sofrido, para lhe pedir conselhos sobre mulheres. E ele ali, pronto a dar idéias machistas, lançar estratégias de combate na eterna luta entre os sexos. O pior é que funcionam.

De um dia para o outro, a filosofia barata de Ricardo faz do romântico Claudio (Ernesto Piccolo) um canastrão de peso. Ele ganha a vizinha Monica (Rosana Garcia), enquanto Ricardo perde Julia (Cassia Linhares), que empunha a bandeira feminista e resolve mudar de lado.

O filme é todo entremeado por estatísticas sexuais e frases de efeito tipo: "Homem é uma instituição falida." Ou: "Mulher é que nem futebol, o que conta é a bola na rede." São incontáveis as máximas do gênero, aquelas bobagens populares que surgem quando o assunto é romance. Tão populares que, a certa altura, o tal Ricardo decide colocar toda essa filosofice de beira de praia num livro - aliás, o best-seller saiu da ficção para tornar-se realidade: o Manual do solteiro, de Ricardo Solto, foi editado pela Rocco e já está nas livrarias com dicas sobre a vida solitária.

É inevitável a comparação entre Como ser solteiro no Rio de Janeiro e os episódios do Comédia da Vida Privada, da TV Globo. O filme segue a trilha da geração Guel Arraes, com aquela forma descontraída e criativa de contar histórias simples. A fotografia (de Marcelo Guru Duarte) faz jus à cidade maravilhosa, tem samba-funk na trilha sonora e participações especiais carioquíssimas, como Fernando Gabeira, Barrão, Chacal e vários integrantes do bando Casseta & Planeta. Uma deliciosa crônica em película, que deve agradar ainda mais à tal Geração X em sua versão carioca.

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