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Durval
Discos Os bons e velhos vinis
ficaram de lado na última década. Mas, apesar do grande público ter
aderido em massa ao advento dos CDs, muitos apaixonados pela
“bolachas” seguiram firmes e fortes sem dar bola para os novos e mais
modernos “disquinhos”. Algum tempo passou e o vinil está em voga de
novo. Lojas especializadas estão abrindo e a caça aos vinis raros em
sebos e lojas de discos é cada vez maior. A mais tradicional loja
em cartaz fica no bairro de Pinheiros, em São Paulo: é a Durval Discos.
Seu dono, Durval, se recusa a vender vinis por mais clientes que venha a
perder nesta escolha. Afinal, ele é um aficionado pelo charme dos vinis e
todos os cuidados que eles pedem. Mesmo com as raras vendas e clientes reclamando pela ausência de cds na loja, Durval Discos, primeiro longa-metragem da diretora paulista Anna Muylaert é um sucesso! Só no Festival de
Gramado de 2002, foram sete prêmios: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor
Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia, além dos Prêmios
da Crítica e do Júri Popular. No
Festival do Rio BR de 2002 o filme foi um dos destaques da Première
Brasil. Durval
(interpretado por Ary França) e sua velha mãe Carmita (Etty Fraser),
moram há muitos anos isolados na mesma casa que fica nos fundos da Durval
Discos, uma pequena loja de discos de vinil de sua propriedade. A
loja, que um dia já fora muito conhecida dos moradores de Pinheiros,
passa a viver um período de decadência, desde que Durval tomou a decisão
de não trabalhar com CDs, mantendo-se fiel aos discos de vinil. Eles
vivem num mundo anacrônico e entediado. Um
dia, Durval decide contratar uma empregada para ajudar a mãe nos serviços
domésticos. O salário baixo atrai Célia (Letícia Sabatella), uma
estranha doméstica que traz um pouco de alegria para a casa. No dia
seguinte, porém, Célia desaparece e deixa para trás Kiki (Isabela
Guasco), uma menina de cinco anos, e um bilhete dizendo que voltará em três
dias. Durval
e Carmita se deixam invadir pela alegria da criança, que acaba mudando
toda a rotina da casa. A alegria exaltada de todos acaba quando uma notícia
de telejornal os coloca a par da triste realidade sobre Kiki e Célia. O
trio passa a se esconder e a levantar suspeitas na vizinhança,
principalmente da vendedora de Elizabeth (Marisa Orth), funcionária de
uma loja de doces e salgados que fica ao lado da Durval Discos. A partir
daí, o filme entra em seu "lado b", uma trama de contornos
policiais com toques absurdos. A
trilha sonora primorosa, com clássicos de Tim Maia, Jorge Ben, Gilberto
Gil, Caetano Veloso, Os Mulheres Negras, A Cor do Som, Luiz Melodia, Elis
Regina, Sá Rodrix e Guarabira e Os Novos Baianos, fez com que Durval
Discos fosse até chamado de “o Alta Fidelidade (High
Fidelity) brasileiro”. O filme também conta
com participações para lá de especiais: Rita Lee, o músico André
Abujamra, o DJ Théo Werneck (que interpreta a si mesmo e faz uma
homenagem a todos os DJs que acham que o vinil não pode morrer), Primo
Preto e grande elenco. Site oficial: http://www.durvaldiscos.com.br |