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| Expectativa: esperança fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas. (Aurélio Buarque de Holanda) Todo novo realizador que surge é um promessa. Se o seu primeiro filme faz sucesso, ele se torna uma probabilidade. Ao público, toca o direito de esperar a confirmação de mais um bom cineasta. Esta é a mecânica da expectativa, que rege um segmento inteiro do Festival do Rio. Todd Solondz e Wong Kar-Wai, apresentados ao público brasileiro na Mostra Rio de 1996, quando se criou a seleção Expectativa, cumpriram com louvor essa passagem para o nicho dos grandes cineastas da atualidade. Este ano, no primeiro Festival do Rio, outros nomes mereceram nossa aposta. Eles vêm da América Latina, América do Norte, Europa, Ásia Austrália e do Mundo Árabe. Representam, no seu conjunto, o maior potencial de renovação e descentralização com que conta o cinema contemporâneo para fazer face às tendências homogeneizantes da globalização. Aqui o público vai encontrar filmes extremamente pessoais, em geral imunes aos constrangimentos do mercado. Eles trazem a assinatura não apenas de jovens estreantes como o inglês Christopher Nolan (Following), de 29 anos, mas também de profissionais experientes que se testam agora na direção, como é o caso de Ron Judkins, o editor de som preferido de Spielberg, que faz seu début de diretor em The Hi-Line, ou do conhecido produtor mexicano Alejandro Springall, que resolveu assumir a autoria de Santinhos. Ou ainda do escocês Peter Mullan, detentor de uma Palma de Ouro como ator, que estréia vigorosamente na direção de Orphans. Um total de 40 promessas passarão pelas telas desta mostra, alimentando nossa
expectativa de reencontrar seus diretores nos próximos anos, devidamente confirmados em
outros segmentos do Festival do Rio. |