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Cinema europeu unido

Alice Gomes

A Cimeira não é só política e economia. Além dos 49 chefes-de-estado da América Latina, Caribe e União Européia que estarão circulando pelo Rio entre os dias 28 e 29 deste mês para debater o futuro das relações econômicas entre os três blocos, a cultura também estará em movimento.

No dia 25, o seminário Impasses do Cinema Latino-Americano e Europeu, promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, aguarda nomes (nem todos confirmados) como os dos diretores Fernando Trueba, Win Wenders, Costa Gravas , Robert Redford e Fernando Solanas para discutir a difícil distribuição de filmes latino-americanos e europeus em mercados dominados pelo cinema norte-americano. Com o resultado das conversas será redigido um documento para ser entregue aos chefes de estado presentes na Cimeira.

Uma boa noticia para quem acha que tudo isto só vai afetar sua vida prática a longo prazo e está querendo algo mais imediato: a Comissão da União Européia e o Grupo Estação pensaram em você e se juntaram para organizar a mostra O Cinema da União Européia, que acontece de 25 de junho a 1º de julho na sala 2 do Espaço Unibanco de Cinema, no Rio, com entrada franca.

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O evento vai exibir 21 filmes de 13 países membros da União Européia. A curadoria foi feita por uma comissão da União Européia na qual cada pais escolheu os filmes que queria mandar como representantes. A seleção final traz diversos longas inéditos no Brasil, alguns clássicos e alguns filmes recentemente premiados em festivais internacionais.

A Dinamarca está presente com dois inéditos; Os Maiores Heróis (1996), primeiro filme do diretor Thomas Vinterberg, conhecido por aqui apenas pelo polêmico Dogma#1 - Festa de Família; e Primavera Roubada (1992), de Peter Schroder.

A Alemanha mandou dois filmes da safra de 1998, Curto e Grosso, de Fatih Akin e 23, de Hans-Christian Schmid.

Portugal estará sendo representado por dois filmes de Luís Felipe Rocha, Amor e Dedinhos do pé (1991) e Sinais de Fogo (1995).

A Grã Bretanha também vem em dois, Fever Pitch, de David Evens, e The Slab Boys, de John Byrne, ambos de 1996.

Da Itália vieram Amanhã Acontecerá, de Daniele Luchetti e Presente de Natal, de Pupi Avati .

A França apresenta Madame Bovary (1991), de Claude Chabrol, e O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras (1995), de Jean-Paul Rappeneau.

A Suécia não poderia faltar com um clássico de Ingmar Bergman Noites de Circo (1953), mas manda também algo mais recente: Casa de Anjos (1994), de Colin Nutley.

Da Grécia vieram dois longas premiados; o ganhador do Prêmio do Júri e da Crítica do Festival de Cannes de 1995, Um Olhar a cada dia, de Theo Angelopoulos; e o Melhor filme Estrangeiro da Crítica Americana de 1955, Stella, de Michael Kakoyannis.

Com apenas um filme vieram: a Espanha com A Floresta Animada (1987), de José Luis Cuerda; a Finlândia com Tigrero – Um Filme que Nunca Foi Feito (1994), de Mika Kaurismäki; a Holanda com o ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1998 Caráter, de Mike Van Diem; a Áustria com Caça à Lebre (1994), de Andreas Gruber (1994); e a Bélgica com Obra em Negro (1988), de André Delvaux.

Veja aqui os horários dos filmes...

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23

 

 

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Caráter

 

 

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Curto e grosso

 

 

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Madame Bovary

 

 

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Regalo do natale

 

 

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The slab boys

 

 

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Os melhores heróis