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Full Monty
Peter Cattaneo

 

 

 

 

 

 

 

 




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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The Full Monty

André Barcinski

No meio dos dinossauros de Spielberg e de outros dinossauros como Harrison Ford e Mel Gibson, um filme modesto vai comendo a bilheteria pelas beiradas e está se tornando a maior história de sucesso do ano nos Estados Unidos: The Full Monty, comédia de estréia do britânico Peter Cattaneo. O filme já está há quase dois meses em cartaz no país e tem a melhor média de renda por cinema do ano.

The Full Monty conta a história de seis trabalhadores desempregados que decidem ganhar dinheiro fazendo um show de "strip-tease". Por trás dessa trama simples, há um filme engraçadíssimo e que não deixa de tocar em questões sociais relevantes.

Como grande parte dos cineastas britânicos, Peter Cattaneo explora a vida dos proletários, mas sem a seriedade de seus contemporâneos como Ken Loach e Mike Leigh. Cattaneo preferiu usar a comédia para falar da vida difícil der seus personagens.

Seu grande trunfo foi convidar para o papel principal o ator Robert Carlyle. Ele interporeta Gaz, desempregado e pai de um filho, que recorre ao "strip-tease" para poder pagar a pensão à sua ex-mulher.

Carlyle é um dos atores mais requisitados do momento na Grã-Bretanha e, se depender da recepção enstusiasmada de The Full Monty nos Estados Unidos, não deve demorar muito para pousar em Hollywood.

Na verdade ele já foi sondado por Hollywood, mas não se adaptou muito bem. Carlyle participou de Being Human, fracassada comédia com Robin Williams, e recusou um papel em Coração Valente, de Mel Gibson, preferindo trabalhar com seu amigo e ídolo Ken Loach em Carla's Song. "Não poderia desperdiçar a chance de trabalhar com Ken", diz Carlyle, que já atuara em outro filme de Loach, o ótimo Riff-Raff (1991).

Foi sua atuação em Riff Raff, aliás, que primeiro atraiu a atenção de cinéfilos ingleses. Depois disso, Carlyle conseguiu um papel na série de TV Cracker -- no papel de um assassino serial -- e em dois filmes de Antonia Bird, Safe e Priest, até que, no ano passado, marcou um gol de placa interpretando o psicopata Begbie em Trainspotting.

Quem vê Carlyle em The Full Monty não consegue acreditar que é o mesmo sujeito que interpretou Begbie. "À primeira vista os dois personagens são bem diferentes", diz o ator, "mas uma análise mais cuidadosa vai mostrar que ambos são homens guiados por circunstâncias críticas." Com a sutil diferença de que Gaz é um trapaceiro adorável e Begbie um maníaco violento.

Carlyle também ficou surpreso com o sucesso de The Full Monty ("fazer um 'full monty' significa, em "strip-tease", tirar toda a roupa): "Quando você fala para as pessoas sobre o tema do filme, a primeira reação é a de incompreensão", diz o ator. "Ninguém acha que dali pode sair nada muito engraçado. Mas Peter (Cattaneo, diretor) conseguiu tirar dessa situação uma história sobre a amizade entre esses personagens e o esforço para melhorar de vida. O 'strip-tease' é meramente um detalhe no filme."