home page
locadoras, cine-escola, histórico, ...
filmes em cartaz
links para os anos anteriores
links sobre cinema
lançamentos futuros
matérias já publicadas
mande sua sugestão
 


Compre seu ingresso agora!

 

receba a programação do Estação por email:

 




Estação Virtual

 


Procurando Amy



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



volta

Kevin Smith

André Barcinski

Quatro anos atrás, Kevin Smith ganhava cinco dólares por hora trabalhando de caixa em uma lanchonete de Nova Jérsei. Hoje ele tem sua própria produtora de filmes, acabou de lançar seu terceiro longa e está escrevendo o roteiro de uma das produções mais aguardadas dos últimos anos em Hollywood: a nova versão de Super-Homem, com Nicholas Cage no papel que já foi de Christopher Reeve.

A ascensão de Smith começou com Os Balconistas (Clerks), uma comédia sobre o dia-a-dia de uma loja de conveniência em Nova Jérsei (a mesma em que ele trabalhava). O filme -- financiado com 25 mil dólares emprestados de amigos e parentes -- agradou pelo humor grosseiro e referências a cultura pop, e acabou fazendo de Smith um dos diretores mais famosos da nova geração.

Depois de Os Balconistas, Smith dirigiu o lamentável Mallrats, sério candidato a pior filme da dácada, e agora se recuperou com Chasing Amy, comédia romântica sobre um desenhista de histórias em quadrinhos (Ben Affleck) que se apaixona por uma lésbica (Joey Lauren Adams). Chasing Amy recebeu ótimas críticas nos Estados Unidos e reafirmou Smith como um roteirista de diálogos espertos.

O novo filme é muito mais ambicioso que seus dois primeiros trabalhos. Fica evidente que Smith, talvez cansado de posar de garoto-propaganda da cultura pop (Os Balconistas e Mallrats têm horas de discussões infrutíferas e pouco interessantes sobre assuntos como o filme Guerra nas Estrelas e os gibis da Marvel), partiu para uma história um pouco mais "séria". "Há coisas em comum entre este filme e os outros dois, mas é diferente. Chasing Amy é um drama com toques cômicos, não é uma comédia rasgada como Os Balconistas," diz o diretor.

Mas Smith não esquece seu passado. O personagem que ele próprio interpretou nos dois primeiros filmes, Silent Bob, reaparece em Chasing Amy, e há várias discussões (fala-se muito durante esse filme) sobre gibis. "Cultura pop é uma parte muito importante da minha vida," explica. "Eu cresci assistindo a filmes americanos e lendo gibis, e foi essa cultura que definiu meus gostos e preferências. É natural que meus filmes traduzam isso."

Como Smith, há diversos outros jovens diretores e roteiristas americanos que cresceram sob o domínio de Luke Skywalker e do Capitão Kirk. Cada vez mais se vê, especialmente nas comédias, referências a cultura pop. Muitas vezes as piadas só são compreensíveis para pessoas que moram no país e que têm conhecimento sobre os assuntos satirizados.

Smith espera que seus filmes não sejam assim tão inacessíveis a um público desfamiliarizado com a América. "Acho que comédia tem que atingir todo mundo. Eu tenho tomado muito cuidado para não escrever roteiros que só serão compreendidos por meus amigos. Em Chasing Amy, o tema principal é o romance entre um heterossexual e uma menina que não consegue se decidir muito bem. Acho que não há nada de exclusivamente americano nisso."